SHIP

Hoje e amanhã o Colóquio decorrerá na:

Sociedade Histórica da Independência de Portugal

Palácio da Independência
Largo de São Domingos, 11
1150-320 Lisboa

Telefone: 21 324 14 70
Fax: 21 342 04 11

Anúncios

Próximo Jantar Queirosiano

Aproveitamos para divulgar, junto dos nossos colaboradores e dos interessados na riquíssima época de Fialho de Almeida, o próximo Jantar Queirosiano, que decorrerá no próximo dia 25 de Outubro, no Grémio Literário de Lisboa. Esperamos que os admiradores do grande romancista português possam interessar-se pela iniciativa.

 

Cartaz Publicitário!

Eis, finalmente, o cartaz do nosso Congresso! Esperamos que gostem e que possam divulgá-lo da melhor forma possível.

Iniciativas da Câmara Municipal de Cuba

Temos o prazer de publicar no blog do Congresso este texto acerca das iniciativas desenvolidas em Cuba no sentido de projectar uma Casa-Museu em homenagem a Fialho de Almeida, que lá passou os últimos anos de vida e ali viria a falecer:

Fialho de Almeida, alentejano natural de Vila de Frades, viveu os últimos anos da sua vida em Cuba, onde veio a falecer e onde se encontra sepultado. Falar de Fialho é falar de um dos mais importantes escritores do panorama literário nacional, dum vulto grandioso da literatura portuguesa, cuja escrita nos revela uma enorme capacidade crítica e irónica e nos presenteia com momentos de uma beleza estética imensa. Na sua obra, diz o próprio Fialho, podemos distinguir três tipos de prosa impressionista: a de romance e descrição, a de artigo crítico e a satírica. Admirado por muitos, ele é dono de um humor dito “ácido” que, frequentemente, contribuiu para inflamar os ódios, as antipatias e os rancores, daqueles não o souberam compreender.
Detentor de um conhecimento profundo da língua portuguesa, que soube engrandecer, deixou-nos um importante legado literário, onde o mordaz das suas críticas se confronta com a beleza impresa nos seus contos. Raul Brandão dizia que Fialho tinha tudo na alma e quem o lê confirma-o. A insubmissão do panfletário expressa na máxima que mais o celebrizou “miando pouco, arranhando sempre e não temendo nunca”, contrasta  com a sensibilidade do poeta; uma sensibilidade expressa num texto denominado  último bilhete onde, muitos anos antes de morrer, tece alguns comentários sobre a sua própria morte:
“Façam-me um caixão de cedros olorantes, forrados com penas de ninhos, e rescendendo às carícias que minha mãi me fazia, ao despertar.
E quando eu morrer, metam-me dentro!
O pano será feito de sonetilhos de todos os poetas líricos que eu apoiei e soube amar, escritos em folhas de rosa – e à volta cantem as boas acções da minha vida; afastem os tolos do meu préstito, e enterrem-me num dia de sol, com a primavera nos gritos das aves, num belo campo aonde hajam lilazes e voos de borboletas.”
Para além da grandiosidade e da diversidade de estilos, o conteúdo da sua escrita revela uma enorme actualidade e impele-nos a divulgar o nome deste alentejano, cuja capacidade crítica muita falta nos faz nos dias de hoje. Por isso há que divulgá-lo, ao escritor e à sua obra, para que as gerações vindouras saibam quem foi o homem de pena que encontrou na escrita uma vocação e uma paixão.
A importância do escritor no panorama literário nacional e a sua forte ligação ao concelho de Cuba, nomeadamente nos últimos anos da sua vida, motivam o envolvimento da autarquia em todas as iniciativas que permitam destacar a sua figura e, deste modo, promover um maior conhecimento da vida e obra de Fialho de Almeida. A aquisição do imóvel onde o escritor residiu em Cuba e definição do projecto de arquitectura da futura Casa Museu, o lançamento do Concurso Literário Nacional Fialho de Almeida e a Edição da Colectânea de Contos, o tratamento e disponibilização on-line do espólio de Fialho, são apenas alguns exemplos do trabalho desenvolvido pelo Município.
Cem anos depois da sua morte, os que o viram nascer e os que o acolheram nos últimos anos da sua vida decidiram aliar-se e prestar-lhe homenagem. A estes, juntaram-se os que o admiram e reconhecem nele o inegável valor literário que possui. Esta união de esforços resultou no desenvolvimento de um conjunto de iniciativas que apraz registar para a posteridade e muito orgulha todos os que nelas participaram.
Bem hajam, Fialho merece!
(In  http://www.cm-cuba.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=327&Itemid=917)

Câmara Municipal de Cuba em homenagem a Fialho

Congresso!

Caros Colaboradores,

Temos o prazer de anunciar que, em função do inesperado crescimento que a nossa iniciativa tem tido, a vários níveis (alargamento temporal, número de colaboradores e de comunicações, empenho das instituições associadas, projectos paralelos que tentamos levar a cabo e que, se concretizados, darão novos contextos a um já muito apetecível acontecimento científico), decidimos, em conformidade com a Direcção do CLEPUL, alterar a designação do acontecimento para Congresso Internacional Portugal no tempo de Fialho de Almeida (1857-1911). A partir deste momento todos os elementos promocionais, convites, pedidos de apoio financeiro ou outro e o próprio blog contarão com esta designação. Lamentamos não ter optado por esta ligeira nuance deste início, mas esperamos que não tenha consequências de maior junto das instituições contactadas até ao momento. Pensamos que será do agrado de todos os participantes e colaboradores esta promoção do nosso trabalho.

Entretanto, na senda do que temos feito, anunciamos com a maior alegria e satisfação a nossa associação ao CEL – Centro de Estudos em Letras da Universidade de Évora, que conta com um importante núcleo de excelentes investigadores dedicados ao estudo de Fialho de Almeida e da sua obra. Como poderão verificar no Programa do Congresso, são vários os participantes que virão de Évora para nos oferecerem as mais diversas perspectivas sobre Fialho de Almeida, a sua obra, o seu contexto e o percurso de estudos desenvolvidos em seu torno. Consideramos que é de extrema importância a verdadeira multiplicidade geográfica dos participantes, que se reunirão na SHIP e na FLUL para trocarem impressões e manterem cada vez mais vivo esse diálogo premente entre investigadores que procuram manter bem vivo e activo o apreço pela Cultura em Portugal, num momento de dificuldades em que, sem uma colaboração activa entre várias instituições, será cada vez mais periclitante a realização de iniciativas científicas desta dimensão. Esperamos poder contar com a atenção de todos na divulgação deste Congresso, no patrocínio possibilidade de se proceder à inscrição de todos aqueles que desejem estar presentes e adquirir os materiais exclusivos do Congresso (as inscrições podem ser feitas até final de Outubro, para o email coloquiofialhoalmeida@gmail.com e terão um custo de 10 euros) e na sugestão de instituições que possam ajudar a promover materialmente a iniciativa e as publicações que, esperamos, lhe darão sequência.

Uma palavra também para a Câmara Municipal de Cuba, que tem realizado algumas actividades relacionadas com Fialho de Almeida e que estará presente, por via da participação da Dr.ª Teresa Calado, no Congresso. Mais uma associação a organismos culturais alentejanos, que muito nos satisfaz e que contribui para homenagear o autor com a incomparável presença de ecos do seu Alentejo.

Concluímos com a divulgação de dois concursos, que esperamos possam ajudar a que chegue aos seus destinatários: um para a realização de um desenho/ilustração inspirado em Fialho de Almeida ou no seu momento histórico (o trabalho vencedor será premiado com a publicação como capa das Actas do Congresso, enquanto os outros poderão ser divulgados numa exposição a realizar-se no lançamento da obra) e outro para a produção de uma crónica sobre o Congresso e o seu âmbito temático (o texto vencedor será incluído entre os textos introdutórios das Actas, enquanto os que forem considerados merecedores poderão vir a ser publicados noutras ocasiões e divulgados por exemplo no blog). Contamos com a ajuda e as sugestões de todos.

Curso “Cesário Verde e Fialho de Almeida: o artista na cidade”

Caros Colaboradores,

Temos o prazer de divulgar no blog do Colóquio um curso livre, que será leccionado já a partir de amanhã por um dos colaboradores da iniciativa. Esperando que o Curso possa interessar a alguns de vós, e que o possam divulgar, aqui ficam as informações necessárias, conforme fornecidas pelo responsável pelo Curso, Duarte Drumond Braga.

Curso em quatro sessões 

Cesário Verde e Fialho de Almeida: o artista na cidade

Livraria Almedina, Atrium Saldanha (19h00 – 20h45)

Por Duarte Drumond Braga

23 SET – Introdução: Fialho e Cesário. Contextualização histórico-cultural. O fim-de-século português;

30 SET – Urbanismo e agonismo. Flânerie e modernidade: o supérfluo e o fugidio;

07 OUT – Urbanidade, degeneração e transformação poética do real: os monstros e os corpos renovados;

14 OUT – Os sentimentos dum Ocidental: degenerações finisseculares, finimundismo e finisterra.

Podemos identificar os finais do século XIX como o momento em que a consciência da urbanidade moderna, nos seus aspectos mais difíceis, chega à literatura portuguesa. Este pequeno curso em três sessões visa abordar comparativamente questões das obras de Cesário Verde e de Fialho de Almeida – num ano em que se assinalam efemérides relacionadas com ambos os autores – que se prendem com a relevância cultural e literária que assume a imagem da urbe babilónica no fim-de-século. Desde a necessidade de transfigurar estética e poeticamente um real corrompido – que não raro adquire contornos apocalípticos – até à flânerie como errância de um olhar dando um sentido (precário) ao urbano, são estas as suas principais respostas estéticas ao problema.

Os textos em perspectiva serão distribuídos nas aulas, com a duração de uma hora e quarenta e cinco minutos, incluindo um espaço para discussão.

Duarte Drumond Braga é Licenciado em Estudos Portugueses e Mestre em Literatura Comparada pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. É investigador do Centro de Estudos Comparatistas da mesma Universidade, onde tem vindo a trabalhar autores e questões relacionados com o fim-de-século na Literatura Portuguesa e, presentemente, a problemática do Orientalismo português.

Frequência do Curso: 45 Euros
Contacto para inscrições:
91 296 48 20

Já temos um Programa Provisório

Caros Colaboradores,

Em nome da Comissão Organizadora do Colóquio Internacional Portugal no tempo de Fialho de Almeida e do CLEPUL, deixem-nos uma vez mais agradecer a disponibilidade e receptividade que demonstraram, fazendo deste Colóquio uma iniciativa ainda mais oportuna e diversificada do que inicialmente poderíamos supor. Foi em função dessa adesão verdadeiramente entusiasta e dos múltiplos âmbitos das comunicações que nos foram propostas que procurámos  garantir mais um dia de Colóquio, para que todos possam ter as condições ideais e o tempo necessário para desenvolverem as suas comunicações da melhor maneira e sem  submissões demasiado rigorosas e exigentes a um horário apertado e difícil de assegurar. Como foram informados, o dia 22 de Novembro entrou também no calendário do Colóquio, encontrando-se de momento preenchido. Realizar-se-á na Sociedade Histórica da Independência de Portugal, instituição que desde a primeira hora aceitou contribuir para a iniciativa e que nos cedeu uma sala especialmente para o efeito. Agradecemos este apoio que reforça outras colaborações anteriores.

Pedimos a todos os participantes que vejam o Programa Provisório, que tentámos que respondesse à disponibilidade de todos e aos pedidos que foram chegando para que reservasse dias e horários específicos. Caso nos tenhamos esquecido de algum pedido, pedimos desde já desculpa, esperando ir ao encontro das necessidades e dos interesses da maioria.

Como poderão verificar, teremos várias iniciativas de diferentes áreas, destacando-se por exemplo as componentes visual (a exposição que organizaremos na Biblioteca da FLUL), musical (com o concerto da Orquestra Metropolitana de Lisboa inserido no âmbito do Colóquio e as participações das bandas de grande qualidade Ai Deus e u é e Urze de Lume) e literária (com os lançamentos de revistas e obras de investigação que certamente agradarão aos presentes).

Desejamos agora que outras iniciativas que procuramos levar a cabo possam entretanto ser garantidas e posteriormente inseridas neste programa, no sentido de oferecer tantas ofertas quanto possível aos colaboradores e aos participantes que se inscreverem. Assim, anunciamos também que se encontram abertas, até ao final de Outubro, as inscrições para quem desejar assistir ao Colóquio e ter direito a uma pasta específica e a algumas ofertas. O preço será de 10 euros. Peço-vos que divulguem esta informação, para conseguirmos de alguma forma preencher devidamente as salas em que decorrerão as comunicações como merecem os investigadores que trabalharão no sentido de homenagear Fialho de Almeida e o seu tempo de transformações e de múltiplas genialidades. Os pedidos de inscrição poderão ser enviados para o e-mail do Colóquio (coloquiofialhoalmeida@gmail.com).

Antes de concluir, à imagem do que fizemos no anterior texto publicado neste blog, agradecemos às instituições que entretanto se associaram à nossa iniciativa, nomeadamente ao Centro de Estudos de Teatro e ao Centro de História, ambos da Faculdade de Letras de Lisboa, que contribuirão certamente para fazer deste Colóquio um momento de homenagem plural a Fialho de Almeida no seio da Faculdade que a todos nos acolhe, e à AIP-IAP, com a qual desenvolveremos alguns projectos interessantes, que oportunamente divulgaremos.

A pouco e pouco …

A pouco e pouco, o Colóquio Internacional Portugal no tempo de Fialho de Almeida (1857-1911) começa a ganhar forma. Como poderão verificar pelas novidades na composição do blog, são várias as instituições que entretanto se associaram à iniciativa.

Ao CLEPUL e a outras instituições próximas dos seus investigadores, como a CompaRes e o Instituto Europeu de Ciências da Cultura Padre Manuel Antunes, somam-se outras instituições de relevo no universo cultural nacional – como a APT e o Observatório da Língua Portuguesa – e, mais recentemente, duas importantes instituições da cidade de Lisboa, a Orquestra Metropolitana de Lisboa e a Sociedade Histórica da Independência de Portugal.

No caso da Orquestra Metropolitana de Lisboa, saúda-se com grande satisfação a generosidade com que nos cederam a possibilidade de associar ao programa do Colóquio todos os concertos que irão decorrer nos dias do evento, garantindo aos colaboradores uma situação privilegiada no usufruto desses singulares momentos culturais. Brevemente daremos mais informações a respeito desta iniciativa associada, da qual o programa também dará conta.

Quando à SHIP, recupera-se neste evento uma parceria que se tem mantido desde há algum tempo entre o CLEPUL e esta marcante Sociedade que se dedica à memória, à reflexão e ao debate de questões envolvendo a nacionalidade portuguesa em todas as suas dimensões. Logo que sejam confirmadas as iniciativas conjuntas entre o CLEPUL e a SHIP, serão também divulgadas da melhor forma no blog do Colóquio.

Saudamos também que se recuperem os laços firmados aquando do Congresso Europa das Nacionalidades, que decorreu em Aveiro, para cuja organização o CLEPUL teve um papel de grande importância, tendo colaborado também com uma importante representação de investigadores que presentearam os dias do Congresso com estimulantes comunicações. Firmam-se uma vez mais estas colaborações entre centros de investigação de diferentes núcleos universitários nacionais com a associação ao Centro de Línguas e Culturas da Universidade de Aveiro.

Destacamos, por fim, com orgulho, satisfação e um incondicional agradecimento, a fantástica adesão que temos sentido por parte dos convidados. Contamos com um número muito simpático de propostas de comunicação, de diferentes áreas e temáticas, que garantirão, certamente, um evento científico de qualidade inquestionável e, sem qualquer dúvida, um dos mais marcantes esteios na investigação da obra e do contexto de Fialho de Almeida. Orgulhamo-nos de avançar decididamente na homenagem ao inesquecível autor de Os Gatos, entre tantas outras obras de impacto considerável na cultura do seu tempo. Para essa homenagem contamos ainda com a colaboração de alguns conjuntos musicais. Oportunamente daremos conta quer das presenças asseguradas quer das outras participações.

PORTUGAL NO TEMPO DE FIALHO DE ALMEIDA (1857-1911)


PORTUGAL NO TEMPO DE FIALHO DE ALMEIDA (1857-1911)

Na sequência dos projectos relativos ao Centenário da República em Portugal, este Colóquio procurará encerrar com chave de ouro as várias actividades que o CLEPUL desenvolveu neste contexto, quer debatendo a República e o seu enquadramento histórico, quer explorando em profundidade aspectos associados a esse grande núcleo temático, como o demonstrou o Congresso Internacional das Ordens e Congregações em Portugal, remetendo para a extinção das Ordens na sequência da implantação da República. Chegou agora o momento de dedicarmos a nossa atenção a uma figura da literatura e da cultura portuguesas cuja vida se revelou transversal a este momento de transformações na literatura, no imaginário nacional e na própria reflexão política, cultura, social e ideológica. Enquanto escritor, panfletário, polemista, crítico literário e político, republicano, cultivador de um estilo marcante e com ecos nas gerações subsequentes, Fialho de Almeida construiu uma obra multifacetada, na senda de outras grandes personalidades do oitocentismo português. É justamente a partir desta personagem, nem sempre devidamente considerada, como acontece com muitos outros escritores portugueses, mas tão amplamente ligada ao seu tempo e que permite um amplo espaço de reflexão, que procuraremos ao longo deste Colóquio explorar.

Contamos deste modo com a colaboração de todos os que apreciem a obra do autor ou que queiram dar os seus contributos para iluminar uma vez mais esse período tão rico e complexo da História, da Literatura e da Cultura Portuguesas.